A AQUARIOFILIA NO SÉCULO XIX
Nesse século houve grandes mudanças na Aquariofilia. O país que mais contribuiu para a popularidade dos aquários de água doce foi a Inglaterra, principalmente com o apoio de diversos cientistas. Acreditava-se que a água do aquário tinha que ser renovada diariamente, até que W. F. Brande, em 1819, demonstrou que colocando-se peixes e plantas em um tanque de água doce, podia-se manter esta água por algum tempo sem trocá-la, conforme foi declarado em seu "Manual de Química". Em 1841, S. H. Ward pesquisou mais sobre o mesmo tema. Um ano depois, Johnston demonstrou que um agregado de algas protegia a água contra a putrefação, o que originou a teoria do "aquário compensado". Em 1850, o processo foi aperfeiçoado por Warrington que realizava experiências na Sociedade de Químicos de Londres. Todos esses cientistas observaram que as plantas aquáticas, as algas e a luz solar possibilitavam a vida dos peixes nos tanques sem a necessidade da troca de água diária. Foram feitas demonstrações com peixes-japoneses, introduzidos em caixas de vidro sem ar em seu interior; peixes Esgana-gata (Gasterosteus aculeatus), caramujos e plantas Vallisneria. Em 1853 foi contruído o 1º Aquário Público, no Jardim Zoológico de Londres.
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