TEGUMENTO
Os peixes são revestidos por duas camadas básicas: a epiderme (externa) e a derme (interna e menos espessa). Acima da epiderme há as escamas, com a função de proteção, além de diminuírem o atrito com a água, por estarem recobertas por um muco.
- Cores: a coloração dos peixes é resultante do reflexo da luz e de um pigmento. Por exemplo, quando a luz reflete na guanina, um pigmento branco, ocorre o brilho iridescente. A coloração de certos peixes pode mudar, graças aos cromatóforos, células que excitam-se em determinadas ocasiões como, por exemplo, na reprodução.
Os pomacantídeos (família de peixes marinhos) têm uma peculiaridade: à medida que crescem, mudam de desenho e de cor.
Certos peixes usam a coloração do corpo como defesa. Muitos deles têm o dorso escuro e o ventre claro. Se o predador olhá-lo de cima, ele se confunde com o cascalho; se olhá-lo de baixo, a claridade de seu ventre se confundirá com a da superfície. Outros peixes, como o Astronotus ocelatus (óscar ou apaiari), possuem um ocelo, mancha semelhante a um olho, na cauda. Como os predadores costumam atacar a cabeça da presa, ele fica a salvo, perdendo apenas parte da cauda.
- Escamas: as escamas podem ser basicamente de quatro tipos:
a) Placóides: estão presentes em tubarões e arraias. São pequenos dentíbulos dérmicos, todos voltados para trás, tornando a pele áspera.
b) Ctenóides: presentes em peixes ósseos, são finas, com setores ásperos e ouriçados. São serrilhadas no seu bordo livre (o que gera a aspereza) e se superpõem como as telhas de um telhado.
c) Ciclóides: são finas, porém sem aspereza. Têm uma formação circular com várias camadas superpostas indicando a idade dos peixes.
d) Ganóides: são brilhantes, esmaltadas e rômbicas, tendo o formato de losango.
Em certas espécies, as escamas se juntam para formar grandes placas, deixando parte do corpo descoberto. Isso ocorre com a Carpa espelho.
Outros peixes, conhecidos como peixes de couro, não possuem escamas.
|