Chico Science: o maluco beleza dos anos 90
O compositor e cantor Chico Science foi, sem dúvida, o coração do Mangue Beat. Ex-líder do Nação Zumbi e principal responsável pela explosão da mistura da música regional nordestina com o funk, o hip hop e o rock, morreu tragicamente em um acidente de carro em 2 de fevereiro de 1997. Sem exagero, tornou-se uma das figuras mais cultuadas na música brasileira contemporânea desde então. Gravou apenas dois discos, "Da lama ao caos" (1994) e "Afrociberdelia" (1996), que foram no entanto suficientes para que sua criatividade musical fosse reconhecida nacional e internacionalmente.
Nascido em 13 de março de 1966, em Recife, começou a trabalhar com grupos de dança e música alternativa no início da década de 80, tendo como principais influências musicais o hip hop e o soul. Somente dez anos depois, viria a trabalhar também com os ritmos nordestinos, quando entrou em contato com um bloco afro do subúrbio de Olinda, o Lamento Negro - um encontro que, segundo a crítica, serviu como fagulha inicial para suas músicas impregnadas de eletricidade, lama e crítica social. Foi também o nascimento do que viria a ser conhecido depois como Mangue Beat.
Foi descoberto pelo grande público em 1993, após uma pequena turnê pelo Sudeste, e menos de um ano depois estouraria nacionalmente com o primeiro disco, "Da lama ao caos". Com o sucesso de público e de crítica, Chico Science deu um passo adiante e acrescentou elementos eletrônicos em seu álbum seguinte, "Afrociberdelia", que fez com que a banda excursionasse pelos Estados Unidos e pela Europa, sempre com grande sucesso. Em 1998, em homenagem a seu mentor, a Nação Zumbi lançou o disco "CSNZ", com novas músicas, versões ao vivo e outras remixadas.
Fonte: Globo.com
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