Cláudio Manuel da Costa
Formado em Coimbra, vive algum tempo em Lisboa, onde tem contato com as primeiras manifestações árcades.
Como Árcade, destaca-se por seus sonetos, trabalhando ao estilo de Camões, perfeitos na forma, mas sem profundidade em relação ao conteúdo.
Sua poesia é bucólica e pastoril, na qual desenvolve a temática do "fugere urbem"; encontram-se em sua obra, a solidão do pastor, a projeção dos sentimentos do poeta na natureza, o amante solitário (premonições românticas).
Seu poema épico Vila Rica narra a história da cidade de Vila Rica e exalta a ação dos bandeirantes.
Fragmentos:
"Sou pastor não te nego; os meus montados
São estes que aí vês; vivo contente
Ao trazer entre a relva florescente
A doce companhia dos meus gados."
"Ah! não temas o estrago, que ameaça
A tormenta fatal; que o céu destina
Vejas mais feia, mais cruel desgraça!
Rasga o meu peito, já que és tão ferina,
Verás a tempestade, que em mim passa;
Conhecerás, então, o que é ruína."
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